*imagem InfoAtiva: http://www.esnips.com/doc/0e4ff234-ca01-4780-8a63-e133ab947380/BRASIL-----votar

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

ALIMENTAÇÃO COLORIDA, mais saudável

Dieta das cores

Dieta para emagrecer, perder peso, obesidade tem de muitas maneiras, tipos, simpatias e outras por aí. Quando não tem jeito de emagrecer, o correto é procurar um médico para fazer um tratamento. Tem outras pessoas que o problema é que sempre exageram na comida e cada vez comem mais e nestes casos, o correto é fazer uma dieta rigorosa, com muita força de vontade e determinação. Comer só o necessário que em pouco tempo o peso vai diminuindo naturalmente.

Dieta das cores: Alimentação colorida traz mais saúde e ajuda a emagrecer

Vermelho, amarelo, verde, roxo, branco e marrom. Não, não estamos falando de um arco-íris, e sim das cores dos alimentos. Esta característica, que nem sempre é observada quando estamos nos alimentando, é a base da dieta 5-a-day, ou 5-por-dia, que prega que devemos consumir, diariamente, pelo menos cinco frutas e verduras.

Diferente das dietas que costumam circular no boca-a-boca, a 5-a-day não restringe nenhum grupo de alimentos e não possui contra-indicações. Muito pelo contrário. Segundo a nutricionista Daniela Jobst, esta dieta é ótima para a saúde porque proporciona uma alimentação com grande variedade de nutrientes. “Cada cor representa uma predominância de certos nutrientes e fitoquímicos, princípios ativos contidos nos alimentos que são capazes de trazer benefícios e prevenir doenças”, afirma a especialista.

Aderir à dieta é muito fácil. Os alimentos são divididos em seis grupos, ou seis cores, que denunciam os nutrientes predominantes de cada um. Estes alimentos são, então, introduzidos na alimentação, ou seja, você continua comendo fontes de carboidratos e proteínas, mas passa a comer, também, mais frutas e verduras.

Apesar de não ser voltada ao emagrecimento corporal, e sim a adoção de uma alimentação equilibrada e saudável, as pessoas que começam a se alimentar seguindo os preceitos da dieta 5-a-day perdem um pouco de peso. O principal motivo do emagrecimento é que as pessoas passam a se alimentar melhor, com alimentos ricos em nutrientes e fibras, que trazem a sensação de satisfação, e pobres em calorias.

Outra grande vantagem da dieta 5-a-day é que não é necessário consultar um nutricionista para começar, já que montar um prato colorido é mais fácil do que se imagina. Daniela Jobst afirma que basta evitar a monotonia de cores. Por exemplo: se você já pegou uma folha verde-escura, não perca tempo enchendo o seu prato com várias desta mesma folha. Varie pegando outras folhas, com tonalidades diferentes, como roxas e verdes claras. “O grande segredo para fazer um prato colorido é buscar acrescentar cores e não quantidades no prato. Além de ficar mais nutritivo, o prato colorido é muito mais atrativo”, completa.

Confira abaixo os alimentos e os benefícios de cada cor e monte o seu cardápio.

Vermelhos : A cor avermelhada é conseqüência do licopeno, um pigmento que atua como antioxidante celular. Também possuem vitamina C, antioxidante que oferece proteção contra doenças e estresse. Os grandes representantes são frutas como caqui, cereja, framboesa, goiaba, melancia, morango, nectarina, pitanga, romã e tomate, além da beterraba e do pimentão vermelho.

Amarelos e laranjas: A cor amarelada é conseqüência do betacaroteno, também conhecido como pró-vitamina A, que atua como antioxidante contra radicais livres e na manutenção dos tecidos e dos cabelos, beneficia a visão noturna e melhora a imunidade. Estes alimentos também são ricos em vitamina C, que atua como antioxidante e participa da síntese de colágeno da pele. Os principais representantes destas cores são abacaxi, manga, maracujá, melão, milho, abóbora, ameixa, caju, carambola, damasco, cenoura, laranja, mamão, pimentão amarelo e tangerina.

Verdes: A cor dos alimentos verdes é resultante da clorofila, conhecida como um potente energético celular. Mas estes alimentos também possuem quantidades consideráveis de diversos outros nutrientes, como betacaroteno e luteína, ambos antioxidantes, folatos, vitaminas C e E, cálcio, ferro e potássio. Esta cor tem como representantes as folhas verdes, como acelga, alface, repolho, salsa, agrião, chicória, couve, espinafre, rúcula, escarola e manjericão, além de abacate, abobrinha, quiabo, pimentão verde, brócolis, vagem, kiwi, ervilha, limão e pepino.

Roxos: Alimentos nas tonalidades roxa, preta ou azulada contêm antocianina, um tipo de pigmento ligado à presença da vitamina B1. Conhecida como a vitamina da disposição, a B1 é essencial para a transformação dos carboidratos e outros nutrientes que ingerimos em energia. Entre seus benefícios está o aumenta da disposição mental e a manutenção do funcionamento normal do sistema nervoso, dos músculos e do coração. Alcachofra, ameixa, amora, berinjela, feijão-preto, figo, jabuticaba, uva, repolho roxo são os principais representantes.

Brancos: A cor branca é resultante da flavina, que indica alimentos ricos em minerais, como cálcio e fósforo que ajudam na manutenção dos ossos e dentes, carboidratos e vitamina B6, que favorece a respiração das células e ajuda no metabolismo das proteínas. Alho, banana, batata, cebola, couve-flor, feijão branco, maçã, pêra, palmito, chuchu, cogumelo, mandioca, nabo e rabanete são os principais representantes.

Marrons: Os cereais integrais e as sementes oleaginosas são os grandes representantes deste grupo. Os cereais, por causa da grande quantidade de fibras que possuem, regulam o funcionamento do intestino, além de ajudar a controlar o colesterol e a diabetes. Já as oleaginosas são excelentes fontes do mineral selênio e de vitamina E, ambos com funções antioxidante, vasodilatador, anticoagulante e contra a fadiga.

*Fonte: www.cristianaarcangeli.terra.com.br – Por Virgínia Vargas

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Após ameaças de recuo, Brasil concentra-se em corte de CO2 dos ricos

MARTA SALOMON
da Folha de S. Paulo, em Brasília

Os sinais de recuo nos compromissos de corte nas emissões de países desenvolvidos e tentativas de dividir o bloco dos países em desenvolvimento monopolizaram a reunião nesta terça-feira (8) da cúpula da delegação brasileira que irá a Copenhague.

O negociador brasileiro, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, participou por teleconferência da reunião coordenada pela ministra Dilma Rousseff, chefe da delegação.

A exposição de Figueiredo durante quase duas horas de reunião deixou em segundo plano a proposta defendida pelo Ministério do Meio Ambiente, com apoio de ambientalistas, de que a conferência do clima fixasse um limite global para as emissões de carbono.

Essa proposta pressupõe um esforço dos países em desenvolvimento. E, no momento, a prioridade da estratégia brasileira é cobrar compromissos mais firmes dos países desenvolvidos, responsáveis históricos pela maior parcela de emissão de gases de efeito estufa.

"Há países europeus amarelando, puxando suas metas para baixo para atrair os Estados Unidos para um acordo", disse o ministro Carlos Minc após a reunião na Casa Civil.

Documento vazado

Minc relatou que o Brasil participa, ao lado de outros países, da tentativa de elaborar uma nova proposta de acordo. Essa proposta poderia substituir o esboço feito pela Dinamarca. O documento do país anfitrião da conferência, que vazou anteontem, foi criticado.

Na avaliação feita ontem, o estabelecimento de metas "voluntárias" pelo Brasil permitiu aos negociadores brasileiros cobrar compromissos mais relevantes dos países desenvolvidos. A delegação insistirá na criação de um fundo global para financiar ações de corte das emissões e de adaptação.

O país espera contar com parte dos recursos desse fundo, embora não condicione o cumprimento de suas metas voluntárias ao financiamento externo. Também participaram da reunião de ontem os ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Celso Amorim (Relações Exteriores).

A chefe da delegação brasileira chegará a Copenhague no domingo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá depois e deverá discursar no dia 17, penúltimo dia da conferência.

China critica proposta de redução de poluentes da UE; entenda meta chinesa

da Efe, em Pequim

O diretor do departamento de Mudança Climática da Comissão de Reforma e Desenvolvimento do governo chinês, Su Wei, afirmou que a União Europeia (UE) "não cumpre suas obrigações com os países em desenvolvimento", e propôs reduzir as emissões poluentes em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB).

As críticas à UE de Wei, que lidera a delegação chinesa na cúpula de Copenhague, se juntaram às do Ministério de Relações Exteriores do país, já que segundo a porta-voz Yu Jiang, os países desenvolvidos devem liderar a redução em emissões "mas também transferir fundos e tecnologia aos países em desenvolvimento".

Enquanto isso, especialistas independentes começam a analisar friamente a oferta de Pequim e que foi tão bem recebida a princípio em Copenhague, pois até então o governo chinês não havia feito propostas significativas para enfrentar a mudança climática.

Truque chinês

Embora possa parecer que a China tenha anunciado a redução de 45% das emissões de CO2, na realidade o que diminuirá é um conceito mais sofisticado chamado "intensidade de carbono", ou número que se obtém ao dividir as emissões de dióxido de carbono de um país por seu PIB.

Ou seja, se a China aumentar muito seu PIB, poderá cumprir o prometido, sem diminuir o CO2 lançado à atmosfera pelas fábricas ou até mesmo aumentá-lo, sempre que o crescimento deste aconteça em ritmo menor que o de seu PIB.

Se, por exemplo, a China emitir 100 toneladas de CO2 e seu PIB for de 20 trilhões de iuanes, sua intensidade de carbono será 5 (resultado da divisão dos números).

Ao ter prometido diminuir em 45% a intensidade de CO2, o número 5 poderia se transformar, por exemplo, em 3, resultado que se obteria também se os dois fatores da equação aumentarem --tanto as emissões como o PIB--, mas não haveria diminuição de emissões.

"O mais provável é que haja um aumento lento das emissões de dióxido de carbono ou uma estagnação, já que diminuir significaria fechar indústrias, e a China não fará isso", concluíram os especialistas.

Aquecimento Global - enviado por MJY (consulte fonte abaixo)

Aquecimento global: (ver infográfico)

Elevação anormal da temperatura da Terra causada sobretudo por atividades humanas após a Revolução Industrial, como a queima de combustíveis fósseis, desmatamento e pecuária, que emitem grandes quantidades de gases-estufa. O fenômeno é também conhecido como mudança climática.

Ártico e Antártida: (ver infográfico)

O derretimento do gelo nos polos da Terra são uma das maneiras de se verificar o aquecimento global. A extensão de gelo no Ártico diminuiu de 7,8 milhões de km² em 1980 para 4,2 milhões em 2007, o recorde inferior.

Biodiversidade:

Conjunto de espécies da fauna e flora de uma região. O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo, mas o aquecimento global deve causar sua diminuição em todo o mundo. Certas espécies são muito sensíveis a mudanças no habitat onde vivem, como anfíbios em florestas tropicais, e sua possível extinção acaba gerando um efeito prejudicial em cadeia para outras espécies que dependem delas.

Bioma:

Conjunto de diferentes ecossistemas terrestres --com interações de flora e fauna-- caracterizados por tipos semelhantes de vegetação, em determinada região geográfica. O Brasil possui sete biomas: amazônia, cerrado, caatinga, mata atlântica, pampa, pantanal e zona costeira.

"Cap-and-trade":

Algo como "limite e comercialize", em inglês; sistema pelo qual o governo distribui metas de redução de emissões e as empresas trocam entre si certificados de poluição, vendendo e comprando créditos de carbono.

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC):

Tratado internacional realizado no Rio de Janeiro, em 1992, e firmado por quase todos os países do mundo, com o objetivo de estabilizar a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. Sem limites obrigatórios a princípio, deixou tais regras para protocolos posteriores, como o de Kyoto.

Corrente do Golfo: (ver infográfico)

Corrente marinha que desloca água do Golfo do México até a Europa. Parte de um sistema de circulação do oceano no Atlântico Norte, banha o oeste da Europa com águas quentes, especialmente no inverno, e mantém as temperaturas mais altas do que em outros pontos da mesma latitude. Cientistas do IPCC preveem o colapso da Corrente do Golfo por conta do aquecimento global. Como resultado, boa parte da Europa vai esfriar.

Crédito de carbono, ou "offset":

Certificado em papel que dá ao seu comprador o direito de emitir uma quantidade X de gás carbônico. O expedidor do certificado precisa, para isso, ter reduzido as próprias emissões, ou evitado emissões para a atmosfera. Por exemplo, uma empresa num país desenvolvido que tenha uma meta de redução de 50 toneladas de carbono imposta pelo governo e consiga reduzir 60 toneladas poderá vender as 10 toneladas extra no mercado de carbono a uma outra empresa que não consiga cumprir a mesma meta.

COP:

Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, ou Convenção do Clima. A reunião de Copenhague será a 15ª COP, ou COP-15.

Desmatamento:

Também chamado desflorestamento, é a operação que elimina a vegetação nativa de certa área para sua utilização, via corte ou queimada. No Brasil, o desmatamento é a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa, principalmente para a transformação do terreno em pasto para a pecuária.

Efeito estufa: (ver infográfico)

Nome dado ao aprisionamento do calor que chega à Terra por uma camada de gases na atmosfera, entre os quais o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o vapor d'água. Trata-se de um efeito natural, sem o qual a vida no planeta não seria possível, pois todo o calor seria perdido no espaço, transformando a Terra em uma bola de gelo.

Emissões per capita: (ver infográfico)

Maneira de se medir a emissão de gases do efeito estufa considerando a contribuição dos países por habitantes que lá vivem. Assim, apesar de a China ser a maior poluente em termos absolutos, polui pouco por habitante.Fato semelhante acontece com o Brasil, quinto maior emissor em termos absolutos, mas que polui muito pouco por habitante.

FAO:

Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. A FAO já disse que a mudança climática pode constituir uma séria ameaça para a segurança alimentar mundial. Um relatório da organização informa que a pecuária é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa em âmbito mundial, enquanto o desmatamento é responsável por 18% das emissões de dióxido de carbono. A instituição também alertou que as florestas da zona saariana desaparecem num ritmo preocupante de dois milhões de hectares por ano, e que o aquecimento do planeta acentuará o fenômeno.

Gases-estufa: (ver infográfico)

Compostos químicos que têm a propriedade de bloquear a radiação infravermelha (calor), impedindo que ela se propague. Os principais deles são o vapor d'água, o dióxido de carbono e o metano. Além destes dois últimos, são regulamentados pelo Protocolo de Kyoto o hexafluoreto de enxofre (SF6), os perfluorocarbonos (PFCs), o óxido nitroso (N2O) e os hidrofluorocarbonos (HFCs)

G77 + China:

Bloco de negociação formado pelas nações em desenvolvimento, inclusive o Brasil. Estabelecido em 1964, com 77 países-membros, hoje na verdade já cresceu para 133, mantendo o nome para registro histórico.

Hidrelétricas:

Instalação que converte a energia potencial das águas represadas em energia elétrica, via turbina que move um gerador. É por as hidrelétricas serem responsáveis por quase 80% da energia elétrica do país que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

IPCC: (ver infográfico)

Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês. É um órgão científico estabelecido em 1988 pela ONU para avaliar o risco da mudança climática causada pela atividade humana. No entanto, o IPCC não realiza pesquisas próprias ou faz monitoramento direto, somente consulta materiais científicos já publicados. Uma atividade importante do órgão é lançar relatórios relevantes para a implementação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, tratado internacional que busca controlar as emissões de gases-estufa. O IPCC ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2007, junto com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

Kyoto:

O Protocolo de Kyoto foi assinado em 1997 em Kyoto, no Japão. O acordo entrou em vigor em 2005, pelo qual 37 nações industrializadas se comprometem a reduzir suas emissões de seis gases-estufa em 5,5% em relação aos níveis de 1990 até 2012.

Lars Lokke Rasmussen:

Primeiro-ministro da Dinamarca, em cuja capital, Copenhague, acontece neste ano a conferência do clima da ONU, a COP-15.

LULUCF:

Sigla para uso da terra, mudanças no uso da terra e florestas. Indica ações para evitar emissões de gás-estufa pelo desmatamento, pelo reflorestamento ou manejo de florestas, ou outras, como controle da agropecuária ou sequestro de carbono.

MDL:

Sigla para Mecanismo de Desenvolvimento Limpo; dispositivo do Protocolo de Kyoto pelo qual ações que evitem emissões em países em desenvolvimento podem gerar créditos a serem vendidos a nações desenvolvidas, com metas a cumprir.

MRV:

Sigla para Ações Mensuráveis, Reportáveis e Verificáveis; ações de países em desenvolvimento que não são metas obrigatórias --como é o caso dos países ricos, sob o Protocolo de Kyoto--, mas que estão abertas à verificação internacional.

Namas:

Sigla em inglês para Ações Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, nome dado aos compromissos dos países em desenvolvimento.

Nível do mar: (ver infográfico)

O nível médio do mar, para comparação com a área terrestre. Um dos efeitos do aquecimento global é o aumento deste nível, que pode ser perigoso para populações que vivem em países-ilhas. Este aumento é obtido ao se somar a expansão térmica da água e a causada pelo derretimento do gelo dos polos.

Organização Meteorológica Mundial (OMM):

Agência especializada da ONU fundada em 1950, com sede em Genebra, na Suíça, é autoridade designada a discutir sobre o comportamento e estado da atmosfera da Terra, sua interação com os oceanos, o clima produzido, e os recursos hídricos assim produzidos. É sucessora da Organização Meteorológica Internacional, criada em 1873 para buscar unificar o sistema de pesquisas da área entre os diversos países.

ONU:

Organização das Nações Unidas, instituição internacional formada por 192 Estados soberanos, fundada após a 2ª Guerra Mundial com o objetivo de manter a paz e a segurança no mundo, melhores padrões de vida e direitos humanos. Sediada em Nova York, possui diversos órgãos especializados, como a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), Organização Meteorológica Mundial (OMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), entre outros.

Plano de Ação de Bali (BAP):

Documento que guia as negociações do acordo de Copenhague. Adotado em Bali, Indonésia, em 2007, prevê ação em quatro eixos principais:

- Mitigação: Como reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Países em desenvolvimento e os EUA devem adotar ações para reduzir a trajetória de crescimento de suas emissões. Países desenvolvidos devem ampliar suas metas no Protocolo de Kyoto.

- Adaptação: Como preparar os países, especialmente os mais pobres, para os efeitos da mudança climática que já estão acontecendo ou que não poderão ser evitados ao longo deste século.

- Financiamento: Como os países ricos ajudarão as ações de mitigação nos países pobres.

- Tecnologia: Como garantir a ampla adoção de tecnologias de energia limpa, transferindo-as a baixo custo entre os países.

Princípio da Precaução (PP):

Envolve ações que devem ser antecipadas para proteger a saúde das pessoas e dos ecossistemas. Determina que, quando há razões para se suspeitar de ameaças à diversidade ou saúde, a falta de evidências científicas não pode ser usada como razão para adiar a tomada de medidas preventivas.

Queimada:

Uma das formas de desmatamento, importante geradora de emissões de gás carbônico no Brasil. Uma queimada controlada ou prescrita é a que se consegue manter confinada a determinada área, com intensidade e extensão suficiente ao objetivo.

Redd, Redd Plus:

Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, e o papel da Conservação, do Manejo Sustentável de Florestas e a Ampliação dos Estoques de Carbono em Florestas. É um mecanismo pelo qual países que reduzem seu desmatamento podem receber compensação financeira, seja em forma de fundos voluntários, seja gerando créditos de carbono. O desmatamento emite cerca de 5,8 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano no mundo inteiro, e o Redd é considerado uma das formas mais imediatas e baratas de cortar emissões. Por isso deve entrar no novo acordo.

Responsabilidades comuns, mas diferenciadas:(ver infográfico)

Princípio segundo o qual todas as nações devem ser parte da solução da crise climática, mas as nações ricas devem liderar o esforço para solucioná-lo, já que contribuíram mais para causar o problema.

Sustentabilidade:

Garantia de que um processo possa se manter, frequentemente associado a alguma atividade econômica da sociedade humana, gerando a expressão desenvolvimento sustentável. Guarda o princípio de prover o melhor para as necessidades humanas sem utilizar exageradamente os recursos disponíveis, para que permaneçam no futuro.

Tratado internacional:

Um acordo formal entre pessoas jurídicas de direito internacional público --Estados ou Organizações Internacionais Intergovernamentais-- que firmam um compromisso por escrito. Este compromisso terá efeitos jurídicos nas relações internacionais. Existem várias designações para os tratados, como carta, para constituir uma organização internacional intergovernamental, como a Carta das Nações Unidas (1945); convenção, em geral sem fins políticos, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (1992); declaração, para princípios, como a Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992); e protocolo, um tratado acessório, como o Protocolo de Kyoto (1997), que é um acréscimo à Convenção de Mudança do Clima de 1992.

Usina:

Construção industrial, frequentemente de grandes proporções. O termo é bastante utilizado para se referir a estabelecimentos geradores de energia, como a usina hidrelétrica (à base de água), termelétrica (calor), eólica (vento), nuclear (materiais radiativos em reação nuclear) e solar (energia do Sol). Em geral, a energia solar e eólica são mais indicadas para uma produção "limpa" de energia, enquanto a termelétrica é considerada "suja" e a nuclear é mais polêmica, devido aos riscos de segurança associados.

Veranico:

Ondas de calor em plena estação fria. O fenômeno meteorológico inclui, em um período de pelo menos quatro dias, estiagem, calor intenso, insolação e baixa umidade relativa do ar. É um possível impacto do aquecimento global no Centro-Oeste brasileiro, com consequências para a saúde, agricultura e geração de energia hidrelétrica.

WWF:

Sigla de Fundo Mundial para a Natureza, é uma das principais ONGs ambientais atuantes sobre o aquecimento global, que começou com um grupo de cientistas na Suíça, em 1961. Apresentou em novembro uma lista que classifica as melhores iniciativas contra o aquecimento global --ações brasileiras para reduzir emissões de carbono pelo desmatamento na Amazônia ficaram em sexto lugar.

Xingu:

Rio brasileiro com cerca de 1.900 quilômetros de extensão e bacia hidrográfica de 530 mil quilômetros quadrados. O rio nasce no Estado de Mato Grosso e deságua perto da foz do rio Amazonas. Assim, ele atravessa tanto o bioma do cerrado como o da Amazônia. O desmatamento nessas duas regiões é o principal fator de emissão de gases-estufa do Brasil.

Yvo de Boer:

O atual secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática. Filho de diplomata holandês, nasceu na Áustria.

Zona de habitabilidade:

Conceito utilizado em astronomia que define uma área em volta de uma estrela onde é possível a existência de água líquida. A Terra, a 150 milhões de quilômetros do Sol, está no meio da zona habitável desta estrela. No entanto, a atmosfera do planeta também define a zona de habitabilidade. Se um planeta tem uma atmosfera muito fina ou sem gases do efeito estufa suficientes, pode não reter calor suficiente para manter uma temperatura apropriada. Este conceito mostra a importância de um efeito estufa moderado.


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Fontes:

"O Aquecimento Global", de Fred Pearce, Publifolha (2002)

"Almanaque Brasil Socioambiental 2008", de Beto Ricardo e Maura Campanili, ISA (2007)

"Manual de Direito Internacional Público", de Emerson Penha Malheiro, Editora Revista dos Tribunais (2008)